Ae, pessoal, mais uma entrevista com outra banda de abertura do showzaço do VELHAS VIRGENS, neste sabado!
A banda faz parte do “cast” do PANELA DISCOS. Rock independente cearense de qualidade !
Foi bastante complicado, mas também divertido. A vida é dura, tudo tem um preço. Mas também foi mágico, a pessoa amadurece bastante provando das coisas que existem nesse rumo, respirando e tocando pra noite. Os momentos mais inesquecíveis que passei foram no Panela Rock I (2007) e Barra Chamando I (2007), mas também tivemos noites péssimas. Hoje temos um meio-termo dentro de nós, que faz com que executemos a coisa sem dó, é 40 minutos pra subir e fazer, estamos mais centrados na coisa. Afinal são quase 4 anos nisso, temos as nossas manhas.
Pra Fortaleza essa música teve uma repercussão relativa na época do lançamento, mas foi um estouro na Barra do Ceará. Era o tipo da música-climax pro nosso público. Tínhamos idéia disso quando nos apresentávamos no saudoso Oeste Bar, na Barra. Já teve ocasião em que não conseguíamos tocar “Vovô Eu Uso Saia” porque o público estava ensandencido demais, eles destruiriam a casa. Não me importava do teto ser derrubado, mas o prejuízo seria nosso (risos).
Sim, já estamos trabalhando nisso há algum tempo. “Vovô Eu Uso Saia” e “Garota Normal” serão regravadas. Mas a prioridade agora é coisas novas. “Dr. Dualid” deve estar saindo por esses dias.
Não há exagero quando metem o pau, mas eu, particularmente, acho que já esteve pior. O problema está em Fortaleza mesmo, temos costumes que levam a dificultar o crescimento real da coisa. É sempre complicado pra quem faz música autoral. Mas é isso mesmo. Só sei que eu sou a favor de um sindicato presidido pelo Márcio Mazela (com ele vestido de diabinho nas reuniões).
30 minutos de um vuco-vuco selvagem.